Crianças e tecnologia: 5 dicas para uma relação saudável

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Frente a uma geração de crianças que já são “nativas digitais”, as família custam a encontrar um equilíbrio entre os benefícios e os perigos do uso da tecnologia na infância. Por um lado, smartphones e tablets são ótimos para entreter e acalmar os filhos. Eles oferecem aos pais soluções que podem divertir, alfabetizar, ensinar matemática e até outras línguas para as crianças. Por outro lado, o receio do descontrole no uso faz com que alguns pais e educadores defendam a proibição e vejam com pessimismo a relação entre crianças e tecnologia.

Esse conflito está no dia-a-dia de muitas famílias. Mães e pais querem garantir o melhor desenvolvimento dos seus pequenos, e percebem que a tecnologia tem hoje papel essencial nesse processo. Ao mesmo tempo, percebem que nem tudo que é oferecido às crianças, principalmente na internet, é realmente adequado e benéfico para elas. Como encontrar o equilíbrio e criar cidadãos prontos para o futuro, sem deixar que as crianças passem a infância mergulhadas em telas?

Como incentivar uma boa relação entre crianças e tecnologia

 

Quando usado de forma apropriada e consciente, a tecnologia pode tornar o dia a dia mais fácil, mais divertido e até mais interessante. Porém, o mal uso pode prejudicar muitas outras atividades importantes, como as brincadeiras ao ar livre, a interação real com outras pessoas, o tempo em família, os exercícios físicos, o tempo de descanso e de sono. Se isso afeta até adultos, é ainda mais perigoso quando se trata de crianças em fase de desenvolvimento.

A Sociedade Brasileira de Pediatria aponta em um estudo de 2016 os principais problemas ligados ao uso excessivo da tecnologia por crianças e adolescentes. Entre as consequências, estão o aumento da ansiedade e a dificuldade de estabelecer relações em sociedade.

Reunimos aqui algumas dicas importantes para incentivar um uso responsável e proveitoso de dispositivos digitais na infância, que você pode aplicar no seu dia-a-dia em família:

 

1. Encare a tecnologia como qualquer outro ambiente na vida da criança

 

A geração atual de crianças já não vê sentido em separar a “vida real” daquilo que os adultos chamam de “digital”. Para eles, o virtual também é parte da sua realidade.

Pais e mães podem seguir os mesmo preceitos no que diz respeito à criação e educação dos filhos, seja nos ambientes com ou sem tecnologia. Estabelecer limites, já que as crianças precisam e esperam por isso. Saber o que a criança faz e conhecer seus amigos, tanto online como offline. Conhecer quais sites estão acessando  e quais plataformas, softwares e aplicativos seus filhos estão usando, assim como para que servem, por quem e como costumam ser usados. É importante estar presente e consciente sobre o que acontece online, da mesma forma e com a mesma preocupação que os pais direcionam para a “vida real” dos filhos.

 

2 – Defina limites de tempo

 

O uso de tecnologia, como todo hábito ou atividade, deve ter limites. Se para adultos é difícil se desconectar do celular, para crianças acontece o mesmo. Cabe à família estabelecer acordos que restrinjam o tempo gasto com jogos e aparelhos digitais. Por exemplo: não deixar que a criança jogue durante as refeições como um hábito saudável.

Regule a exposição à telas antes de dormir e mantenha aparelhos digitais fora do quarto durante a noite. Telas no quarto, especialmente na hora que antecede o sono, interferem em todo o processo de desaceleração da criança. Mantenha as TVs desligadas por pelo menos uma hora antes de dormir, e crie o hábito de desligar ou colocar celulares no modo noturno, desativando as notificações.

 

3 – Defina limites de espaço

 

Além de limitar os horários e o tempo de uso, crie também espaços livres de tecnologia. Combine com a família toda (isso inclui os pais) de manter o uso de celulares proibido durante as refeições e outras reuniões familiares ou sociais.

Criem o hábito de desligar as televisões que ninguém está assistindo A TV em segundo plano pode atrapalhar outras atividades, como a lição de casa ou até um momento de conversa com as crianças.

É melhor recarregar os dispositivos durante a noite fora do quarto das crianças, para evitar que elas pensem em usá-los quando deveriam estar dormindo.

Essas mudanças simples são um bom começo para passar mais tempo em família, assim como desenvolver hábitos alimentares e de sono mais saudáveis.

 

4 – Pesquise, conheça e recomende o melhor

 

Selecione conteúdos apropriados e relevantes para as crianças. Quando os pequenos pedirem para ver, jogar ou fazer o download de algo, procure conhecer antes. Aproveite para pesquisar jogos educativos, aplicativos que ajudam a aprender o alfabeto, incentivam o raciocínio lógico, a resolução de problemas… São muitas as opções!

Muitas das recomendações de idade nos aplicativos e jogos são uma estimativa dos criadores e não correspondem necessariamente à idade e ao estágio de desenvolvimento do seu filho. Leia análises de produtos em diferentes fontes, e se for preciso, diga não ao seu filho se ainda não tiver certeza da melhor escolha.

Você pode explicar os motivos de sua preocupação para ele. Inclusive, é interessante pedir a ajuda da criança para decidir qual o jogo mais interessante ou canal do Youtube que mais vai acrescentar naquele momento. Esse tipo de discussão ajuda a criança a desenvolver seu pensamento crítico com relação aos conteúdos que consomem.

 

5 – Seja um bom exemplo

 

Crianças aprendem por observação e são ótimas em imitar os pais. Por isso, é importante que mães e pais também prestem muita atenção aos seus próprios hábitos.

Você fala com seu filho enquanto vê publicações no Facebook? Responde emails durante as refeições? Nem sempre é fácil reconhecer esse tipo de atitude, mas faça um esforço para perceber como suas ações no cotidiano podem influenciar aquilo que as crianças reconhecem como hábitos aceitáveis e saudáveis.

Você estará mais próximo e conectado com seus filhos se estiver interagindo, abraçando e brincando com eles, sem se distrair com as notificações do celular.

4 Responda para “Crianças e tecnologia: 5 dicas para uma relação …”

  1. Primeiramente gratidão pelo excelente conteúdo!!! Esse post acrescentou muito! “Pesquise, conheça e recomende o melhor”, isso deveria ser levado a sério por todos que estão interessados de verdade no futuro das crianças! Adorei o blog! PS: Ganhou um novo leitor, grande abraço!

    1. Oi Guilherme! Ficamos muito felizes por saber que gostou do post 🙂
      Realmente é essencial termos consciência sobre os conteúdos que as crianças consomem, principalmente quando a tecnologia está tão presente no dia a dia.
      Para acompanhar nossas matérias, inscreva-se na nossa newsletter no campo que aparece aqui na lateral do blog!
      Um abraço

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